
Nos últimos anos, os peptídeos ganharam muito espaço nas conversas sobre skincare, envelhecimento saudável e cuidados avançados com a pele. Entre eles, um dos nomes que mais aparece é o GHK-Cu, também conhecido como peptídeo de cobre.
Esse ativo ficou conhecido por sua relação com a qualidade da pele, firmeza, elasticidade, textura e suporte aos processos naturais de renovação cutânea. Por isso, ele passou a aparecer com frequência em fórmulas cosméticas mais modernas, especialmente em séruns, tratamentos faciais e produtos voltados para pele madura ou com sinais de envelhecimento.
A seguir, entenda de forma simples o que a ciência já investigou sobre esse peptídeo e como ele pode fazer parte de uma rotina de cuidados com a pele.
👉 Se você não sabe o que são peptídeos, leia nossa matéria especial: O que são peptídeos: Guia Completo
Aqui você irá conferir
ToggleO GHK-Cu é um peptídeo de cobre formado por três aminoácidos: glicina, histidina e lisina. Na literatura científica, ele também aparece como glycyl-L-histidyl-L-lysine copper ou Copper Tripeptide-1, nome usado em fórmulas cosméticas.
Esse peptídeo ocorre naturalmente no organismo humano e tem afinidade pelo cobre, mineral envolvido em diferentes processos biológicos. Por isso, o GHK-Cu passou a ser estudado em temas como reparação tecidual, remodelação da pele, inflamação, estresse oxidativo e envelhecimento cutâneo.
Na prática, ele se tornou conhecido no skincare por ser um ativo associado à melhora da aparência da pele, principalmente em relação à firmeza, textura, linhas finas, elasticidade e qualidade da matriz extracelular.
O GHK-Cu é conhecido como peptídeo azul por causa da presença do cobre em sua estrutura. Quando o peptídeo GHK se liga ao íon de cobre, forma-se o complexo GHK-Cu, que naturalmente pode apresentar uma coloração azulada.
Essa característica visual fez com que o ativo ganhasse o apelido de “peptídeo azul”. Em muitos produtos, essa tonalidade ajuda o consumidor a associar o ativo à presença do cobre, mas o mais importante não é apenas a cor: é a forma como o GHK-Cu é formulado, sua concentração, estabilidade e modo de uso.
O GHK-Cu foi inicialmente identificado por Loren Pickart em 1973, em estudos com plasma humano. Segundo Pickart e Margolina, o peptídeo foi observado como uma substância capaz de fazer tecidos hepáticos mais envelhecidos apresentarem comportamento semelhante ao de tecidos mais jovens em relação à síntese de proteínas1.
Depois dessa descoberta, os estudos avançaram para entender sua estrutura. O GHK foi caracterizado com forte afinidade por cobre, formando o complexo GHK-Cu. A hipótese inicial era que ele poderia atuar facilitando a entrada e o uso do cobre pelas células1.
A partir da década de 1980, o GHK-Cu começou a ser mais investigado em cicatrização e reparo tecidual. Estudos citados por Pickart e Margolina indicaram que o peptídeo acelerou processos de cicatrização, melhorou a contração de feridas, favoreceu a aceitação de enxertos de pele e apresentou ações anti-inflamatórias1.
O salto para o universo cosmético aconteceu quando pesquisadores começaram a relacionar o GHK-Cu não apenas à cicatrização, mas também à remodelação da pele, à síntese de colágeno e à melhora da aparência da pele envelhecida1.

O GHK-Cu é usado principalmente em produtos cosméticos para auxiliar na melhora da qualidade da pele. Ele costuma estar associado a benefícios como suporte à firmeza, elasticidade, textura, hidratação e aparência mais uniforme.
Entre os principais objetivos de uso do GHK-Cu no skincare estão:
Além da pele, o GHK-Cu também é estudado em fórmulas capilares, principalmente por sua relação com processos de reparo, equilíbrio do couro cabeludo e suporte à vitalidade dos fios.
A forma de uso depende do tipo de produto. No skincare, o GHK-Cu geralmente aparece em séruns, cremes ou soluções tópicas. Nesses casos, o uso costuma ser feito sobre a pele limpa e seca, antes de produtos mais densos, como hidratantes e protetor solar.
De modo geral, uma rotina simples com GHK-Cu pode seguir esta lógica:
No caso do Super GHK-Cu 5% da Biostévi, o modo de uso indicado é aplicar de 4 a 5 gotas sobre a pele limpa e seca, espalhando suavemente até completa absorção. O produto pode ser usado pela manhã, antes do protetor solar, e à noite como primeiro passo após a limpeza da pele.
Sim, o GHK-Cu pode fazer parte de uma rotina com outros ativos, desde que a combinação faça sentido para o tipo de pele e para o objetivo do tratamento.
Ele pode ser associado, por exemplo, a hidratantes, ácido hialurônico, niacinamida, antioxidantes e ativos de barreira cutânea. Em peles mais sensíveis, o ideal é introduzir aos poucos e observar a tolerância.
Com ativos mais intensos, como ácidos esfoliantes e retinoides, é importante ter cautela. Em alguns casos, pode ser melhor usar em horários alternados ou em dias diferentes, para evitar irritação.
Além do GHK-Cu, outros peptídeos também ganharam destaque por seus benefícios e pela boa absorção pelo organismo. A seguir, conheça alguns dos mais utilizados, como eles atuam e em quais situações podem ser indicados.
O DL-185 é um dipeptídeo de leucina pensado para favorecer o aproveitamento desse aminoácido pelo músculo. Ele pode auxiliar na síntese proteica, na recuperação pós-treino e na preservação da massa magra, especialmente em fases de treino intenso, emagrecimento ou maior risco de catabolismo muscular.
O DNF-10 é conhecido como o peptídeo da saciedade porque ajuda o organismo em mecanismos ligados à fome e ao controle do apetite. Na prática, ele pode ser um aliado para quem está em processo de emagrecimento e precisa manter uma alimentação mais equilibrada, com menos episódios de fome excessiva ou vontade de beliscar.
Os peptídeos de colágeno já são velhos conhecidos de quem busca cuidar da pele, das articulações e da massa muscular. Eles ficaram populares porque são fragmentos menores do colágeno, formados por hidrólise, o que facilita a absorção pelo organismo e permite uma melhor distribuição para diferentes tecidos.
Um exemplo é o Genu-in Life, composto por peptídeos de colágeno de alta biodisponibilidade. Ele pode auxiliar na síntese natural de colágeno, na firmeza e elasticidade da pele, na mobilidade articular, no fortalecimento ósseo e também no suporte à força e à massa muscular. Ou seja, é um ativo que conversa tanto com beleza quanto com saúde, especialmente quando usado com orientação profissional.
Você pode comprar GHK-Cu em farmácias de manipulação, lojas especializadas em dermocosméticos e e-commerces confiáveis. O mais importante é escolher um local que informe composição, modo de uso, advertências e dados de segurança.
A Biostévi conta com produtos com GHK-Cu, como o Super GHK-Cu 5% 30ml, desenvolvido em formato de sérum para cuidado facial.
O preço do GHK-Cu varia conforme concentração, volume, forma de apresentação e composição da fórmula. O ideal é consultar o valor atualizado no site da farmácia ou marca escolhida.
O GHK-Cu tópico costuma ser bem tolerado, mas pode causar irritação em peles sensíveis.
👇Qual é a sua maior dúvida quando o assunto é peptídeo? Deixe sua pergunta aqui embaixo nos comentários que podemos trazer novas orientações e conteúdos sobre o tema.
Caso o nosso conteúdo tenha sido útil para você, aproveite para seguir acompanhando o blog da Biostévi, nele trazemos diversas informações sobre saúde e bem-estar!

A Biostevi nasceu de um sonho e, há mais de 40 anos, transforma esse sonho em realidade. Com paixão e dedicação, seguimos firmes no propósito de proporcionar saúde, beleza e bem-estar. Cada produto que oferecemos carrega nossa história, nosso compromisso com a qualidade e o orgulho de fazer bem feito.