
O fibermaxxing ganhou destaque nas redes sociais, principalmente no TikTok, ao propor uma mudança relativamente simples na alimentação: aumentar o consumo diário de fibras.
Diferentemente de tendências baseadas na exclusão de alimentos, o movimento incentiva a inclusão de frutas, verduras, legumes, feijões, sementes, oleaginosas e grãos integrais nas refeições. Em algumas versões divulgadas na internet, porém, a prática também envolve aumentos rápidos ou exagerados na ingestão de fibras.
Embora consumir fibras em quantidade adequada seja importante para a saúde intestinal e metabólica, aumentar o consumo de forma repentina pode provocar gases, inchaço, cólicas e alterações no funcionamento do intestino.
Por isso, o benefício do fibermaxxing depende menos de “maximizar” um nutriente e mais de incorporá-lo de maneira gradual e equilibrada.
Aqui você irá conferir
ToggleFibermaxxing é o nome dado à tendência de priorizar alimentos ricos em fibras durante o dia, buscando alcançar ou até ultrapassar a quantidade habitualmente consumida.
O termo combina a palavra inglesa fiber, que significa fibra, com maxxing, expressão utilizada nas redes sociais para indicar a tentativa de maximizar determinado aspecto da alimentação, da aparência ou do estilo de vida.
Na prática, o fibermaxxing costuma envolver escolhas como:
A proposta pode ser positiva quando estimula uma alimentação mais variada. O problema aparece quando a busca por grandes quantidades de fibra leva a mudanças bruscas, excesso de suplementos ou abandono do equilíbrio entre os diferentes nutrientes.
As fibras são carboidratos encontrados principalmente em alimentos de origem vegetal. Diferentemente de outros carboidratos, elas passam pelo sistema digestivo sem serem completamente digeridas.
De maneira geral, podem ser divididas em diferentes grupos, cada um com funções específicas no organismo.
As fibras solúveis se dissolvem em água e formam uma substância semelhante a um gel no sistema digestivo. Elas podem ajudar a retardar a digestão, prolongar a saciedade e colaborar para o controle da glicose e do colesterol.
As fibras insolúveis não se dissolvem em água. Elas aumentam o volume das fezes e ajudam no trânsito intestinal.
Algumas fibras também servem de alimento para bactérias benéficas presentes no intestino, contribuindo para a manutenção da microbiota intestinal.
Durante muito tempo, as fibras foram tratadas apenas como componentes vegetais pouco úteis, já que não são totalmente digeridas nem fornecem energia como proteínas, gorduras e outros carboidratos. Com a industrialização dos alimentos, o refinamento dos grãos e a valorização de produtos mais brancos, macios e duráveis, farelos e outras partes ricas em fibras passaram a ser removidos da alimentação.
Essa percepção mudou com o avanço das pesquisas sobre a microbiota e o chamado eixo intestino-cérebro, sistema de comunicação entre o trato gastrointestinal, os micro-organismos intestinais e o sistema nervoso central. Essa conexão ajudou a popularizar a ideia do intestino como um “segundo cérebro” e colocou a saúde intestinal no centro das discussões sobre imunidade, metabolismo, saciedade e saúde mental.
Quando realizado com equilíbrio, o fibermaxxing pode ajudar pessoas que consomem poucas fibras a melhorar a qualidade geral da alimentação.
Isso ocorre não apenas pela fibra isoladamente, mas também porque suas principais fontes costumam fornecer vitaminas, minerais, antioxidantes e outros compostos importantes.
A fibra não costuma ser o problema. O principal risco está em aumentar sua ingestão rapidamente, especialmente quando a pessoa estava acostumada a consumir pouca quantidade.
Entre os possíveis efeitos estão:
O excesso de fibra sem hidratação suficiente pode dificultar o trânsito intestinal. Em alguns casos, a diarreia provocada pelo consumo exagerado também pode interferir na absorção de medicamentos.

A estratégia mais segura não é tentar consumir a maior quantidade possível de fibras, mas aumentar gradualmente sua presença nas refeições.
Para quem não consegue atingir a ingestão diária recomendada de fibras por meio da alimentação, os suplementos podem ser uma opção prática e eficaz.
Suplementos como psyllium, inulina podem contribuir para a saciedade, a regularidade intestinal e o controle da glicose e do colesterol. O ideal é começar com pequenas quantidades, aumentar gradualmente e manter boa hidratação.
Ainda assim, eles devem complementar, e não substituir, frutas, verduras, leguminosas e grãos integrais. Pessoas com problemas gastrointestinais ou que usam medicamentos contínuos devem buscar orientação profissional antes de iniciar o uso.
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A recomendação diária costuma variar entre 22 e 34 gramas de fibras, conforme fatores individuais. Mais importante do que ultrapassar essa quantidade é manter um consumo regular, variado e bem tolerado pelo organismo.
O fibbermaxxing pode ajudar. Alimentos ricos em fibras aumentam a saciedade, ajudam no controle do apetite e podem facilitar uma menor ingestão de calorias ao longo do dia. Ainda assim, o emagrecimento depende do conjunto da alimentação, da rotina e de outros fatores individuais.
As fibras podem favorecer a regularidade intestinal, mas o efeito depende do tipo e da quantidade consumida. Um aumento rápido, principalmente sem hidratação suficiente, pode causar tanto diarreia quanto constipação.
Pessoas com doenças gastrointestinais, alterações no funcionamento intestinal, restrições alimentares ou que utilizam determinados medicamentos devem conversar com um profissional de saúde antes de aumentar significativamente a ingestão de fibras.
Pode combinar, pois as fibras ajudam na saciedade e no funcionamento intestinal. Porém, como as canetas emagrecedoras podem causar náusea, constipação e desconforto abdominal, o aumento das fibras deve ser gradual e acompanhado de boa hidratação. Pessoas que usam esses medicamentos devem ajustar a alimentação com orientação médica ou nutricional.
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